O Ministério do Leitor

O MINISTÉRIO DO LEITOR

Ser leitor na Santa Missa

Ser leitor na Santa Missa (O Ministério do Leitor) é muito mais do que subir ao ambão (tribuna) e proclamar uma leitura. É emprestar sua voz á palavra de Deus. É permitir que, através de você, o verbo eterno fale ao coração da assembleia. Essa missão é bela. É grande. Mas muita gente acha que ser leitor é apenas ler bem em voz alta. Mas a verdade é que ser leitor é apenas é que e função exige algo muito mais profundo: Reverência,. clareza, entendimento e fidelidade aquilo que a igreja nos ensina.

A instrução Geral do Missal Romano é um documento que orienta toda a celebração litúrgica e sim o papel do leitor está lá com detalhes que muitos desconhecem e a introdução ao lecionário é o guia mais especifico para o leitor da Santa Missa, no lecionário se entende não só como proclamar, mas o porque de cada leitura eo seu lugar na celebração, estudar e aprender esses documentos muda tudo.

Eles ajudam como entender a profundidade do seu ministério, a beleza da palavra que se proclama, e a responsabilidade que repousa sobre cada leitor, de fazer Deus ser ouvido. Imagine como uma comunidade poderá ser tocada quando as leituras forem proclamadas com consciência, espiritualidade e fidelidade ao que a igreja pede.

O leitor da Santa Missa é um ministro leigo instituído para proclamar a Palavra de Deus na celebração litúrgica, lendo as leituras bíblicas (exceto o Evangelho), recitando o Salmo responsorial (na falta de um salmista) e anunciando as intenções da Oração Universal. A função exige preparação espiritual, conhecimento da Sagrada Escritura e uma boa técnica de leitura, com postura digna e expressividade para que a Palavra seja bem comunicada à assembleia.

Funções do Leitor

  • Proclamar as Leituras: Ler os textos da Sagrada Escritura, exceto o Evangelho, do ambão.
  • Recitar o Salmo: Na ausência do salmista, o leitor pode proclamar o Salmo Responsorial após a primeira leitura.
  • Anunciar a Oração Universal: Na falta de um diácono, o leitor pode anunciar as intenções da Oração dos Fiéis.

Preparação e Habilidades

Conhecimento Bíblico-Litúrgico:
O leitor deve ter um conhecimento básico da Bíblia e da estrutura da liturgia para entender o significado do seu ministério.

Estudo dos Documentos da Igreja:
Ler e estudar documentos como a Instrução Geral do Missal Romano e a Introdução ao Lecionário ajuda a aprofundar o entendimento da função.

Habilidade de Leitura:
A leitura deve ser proclamada com clareza, expressividade e fidelidade, buscando comunicar a Palavra de Deus e não apenas ler.

Postura e Condução

Postura Digna:
Manter os pés firmes, o corpo erguido e o olhar para a assembleia ao se aproximar do ambão.

Uso do Microfone:
Ajustar a distância e a voz para que todos ouçam claramente.

Ritmo e Velocidade:
Ler com um ritmo agradável, nem muito rápido, nem muito lento, pronunciando bem as palavras.

Comunicação da Mensagem:
Levantar a cabeça e olhar para o povo para transmitir a mensagem diretamente à assembleia

O que é ser leitor na Igreja Católica?

O leitor é instituído para fazer as leituras da Sagrada Escritura, com excepção do Evangelho. Pode também propor as intenções da oração universal e ainda, na falta de salmista, recitar o salmo entre as leituras. Na celebração eucarística o leitor tem uma função que lhe é própria.


Lecionário:

O Lecionário (ou Lectionarium, do latim lectio, leitura) é o livro que contêm os textos da Sagrada Escritura (perícopes) proclamados nas Celebrações Eucarísticas e da Palavra (as leituras, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento, os salmos, os versículos de aclamação ao Evangelho e os Evangelhos de todas.

São quatro livros que contém os Ritos e as Leituras das celebrações da Santa Missa

Os quatro livros litúrgicos principais da celebração da Santa Missa são o Missal Romano, que contém as orações e ritos, e o Lecionário (que se divide em Lecionário Dominical, Semanal e Santoral, mas é por vezes referido como um livro para a liturgia da palavra), o Evangeliário (que contém apenas os evangelhos) e o livro de “Ritos da Missa” ou “Ritual Romano” (que contém outros rituais), contudo, para a celebração da missa, o mais específico para as leituras são o lecionário e o evangeliário, e para os ritos são o missal e o livro com a “Instrução Geral” que explica o funcionamento da missa.

Livros litúrgicos da Santa Missa

    1. Missal Romano: É o livro que contém todas as orações e ritos da celebração da Santa Missa, como o “Ordinário da Missa”, que são as orações iguais em todas as missas, e os “próprios”, que são as orações específicas para cada missa.
    2. Lecionário: Este livro contém os textos bíblicos para as leituras da Liturgia da Palavra. Divide-se em:
      • Lecionário Dominical: Contém as leituras para os domingos e algumas solenidades, seguindo o ciclo litúrgico de três anos (A, B e C).
      • Lecionário Semanal (Ferial): Apresenta as leituras para os dias da semana, de segunda a sábado.
      • Lecionário Santoral: Inclui as leituras para as festas dos santos e outras celebrações especiais ao longo do ano litúrgico.
    3. Evangeliário: Um livro que contém os trechos dos quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João) que são proclamados na Liturgia da Palavra. É mais específico que o Lecionário, pois não contém a primeira leitura, o salmo e a segunda leitura, mas apenas os evangelhos.
    4. Instrução Geral sobre o Missal Romano: Embora não seja um livro litúrgico que o padre use para “proclamar” as palavras do rito, este livro é fundamental para a celebração da missa. Contém a Instrução Geral, a explicação da missa e o ritual completo das celebrações, incluindo as instruções para a liturgia e as outras partes da celebração.

Missal Romano: O Missal Romano ou Missale Romanum é o livro litúrgico que contém todas as orações utilizadas na Celebração Eucarística: o ordinário da Missa (aquelas orações que não podem ser modificadas e são iguais em todas as Santas Missas) e os próprios (específicos para cada Missa. Ex.: próprio dos santos).

A leitura dos textos bíblicos é diferente da leitura pública corrente. É que o leitor não diz a sua palavra, mas a de Deus. A Liturgia da Palavra é uma celebração. É necessário, pois, que se note que celebramos a Palavra, como depois celebramos a Eucaristia.

Assim, não é nem um momento de leituras atropeladas que se colocam antes da homilia e da celebração eucarística; nem uma reunião de instrução ou de discussão que, depois, concluirá com os ritos eucarísticos (que ficarão, assim, desvalorizados, porque não são tão “instrutivos”).

O ministério de leitor é um serviço importante dentro da assembleia. Os que o realizam devem estar conscientes disso e viver a alegria e, ao mesmo tempo, a responsabilidade de ser os que tornarão possível que a assembleia receba e celebre aquela Palavra com a qual Deus fala aos seus fiéis, aqueles textos que são como que textos constituintes da fé.

O Ministério do Leitor
O Ministério do Leitor
O Ministério do Leitor

O serviço do leitor na liturgia

1. Preparar a leitura
Compreender o sentido do texto, captar a sua estrutura, as suas articulações, os seus pontos mais altos, a sua vivacidade.

Quem fala no texto? A quem fala? Sobre quê? Com que finalidade? O que sentem as personagens que aparecem no texto? Há palavras difíceis de compreender? Que significam?

Ver que entoação se deve dar a cada frase, quais são as frases que se devem ressaltar, onde estão os pontos e as vírgulas, qual a pontuação do texto.

Quais as palavras mais importantes e as expressões ou frases principais que importa sublinhar? Qual o tom de voz (ou tons de voz) adequado ao texto? Qual o ritmo (as acentuações, os encadeamentos) e o movimento (acelerado, rápido, espaçado, lento) que se deve usar, no texto ou nas partes?

Ler o texto em voz alta para si mesmo

Ler o texto antes, em voz alta e várias vezes, com exercícios parcelares e com o texto completo. Articular e pronunciar bem cada palavra e cada sílaba; não negligenciar as consoantes.

2. Exprimir os sentimentos do autor e das personagens
A celebração litúrgica atualiza a palavra. O texto escrito torna-se palavra viva hoje, naquele lugar e para aquela assembleia. “Deus fala hoje ao seu povo”. É importante conhecer o texto e também conhecer o contexto da celebração. Não se trata de dramatizar, ou melhor dito, de criar uma ilusão, mas de reproduzir ou tornar vivos um texto e um acontecimento. Não se trata de atrair a atenção para a pessoa do leitor, mas para a palavra e ação divinas.

3. Examinar alguns pormenores antes da celebração
O Leccionário está no Ambão? Está aberto na página própria? O microfone está ligado?
O volume, o tom e a altura estão corretos? Evite-se o seu ajuste durante a celebração, mediante o sopro ou os toques de dedos.

4. Saber deslocar-se para o Ambão
Situar-se, desde o começo da celebração, num lugar não muito afastado do ambão. Saber se há lugares previstos para os leitores. Tentar não vir de um lugar distante da igreja. Não avançar para o ambão antes de estar concluído o que precede cada leitura (oração, canto). Caminhar com um passo normal, sem ostentação nem precipitação, sem rigidez nem displicência, mas com uma digna e ritmada naturalidade.

5. Postura
Quando estiver diante do ambão, deve ter em conta a posição do corpo. Não se trata de adotar posturas rígidas, nem demasiado descontraídas. Pés bem assentes, levemente afastados e firmes. Não balancear-se, nem cruzar os pés, nem estar apoiado apenas num pé, com pés cruzados ou um à frente e outro atrás. Não debruçado sobre o ambão, nem com os braços cruzados ou as mãos nos bolsos. Colocar-se à distância adequada do microfone para que se ouça bem. Não começar, portanto, enquanto o microfone não estiver ajustado.

Procurar ler com a cabeça levantada. Com a cabeça levantada, a assembleia contata um rosto e o leitor exprime um texto dirigido à assembleia e não devolvido ao livro. Com a cabeça levantada, a própria voz ganha em clareza e volume. O tom de voz será mais alto e, portanto, mais fácil de captar.

6. Apresentação
Não trajar algo que distraia ou ofenda os presentes, seja por ostentação, desleixo, pouco conveniente ou ridículo. Ter critério e apresentar-se como pessoa educada e apresentável. (Na nossa paróquia pedimos que os leitores usem calça preta (escura) e camisa branca).

7. Antes de começar
Esperar que a assembleia esteja sentada e tranquila e se tenha criado ambiente de silêncio e escuta. Respirar calma e profundamente. Guardar uma breve pausa para olhar a assembleia, a fim de a registar na mente, estabelecer com ela contato direto antes de iniciar a proclamação e pedir a sua atenção, pois é a ela que se dirige.

8. Durante a leitura
Ler só o título bíblico. Nunca se leia “Primeira Leitura” ou “Salmo Responsorial”, ou a frase a vermelho que precede a leitura. Não se deve ler resumo ou comentário antes da leitura. Após a leitura do título, faça-se uma pausa para destacar o texto que vai ser proclamado.

O ouvinte não é um gravador, mas uma mente humana que requer tempo para sentir, reagir, ouvir, entender, coordenar e assimilar. Geralmente, lê-se depressa e não se fazem as pausas adequadas, como pede o texto lido. A pontuação oral nem sempre coincide com a pontuação escrita. A leitura rápida pode cortar o contato com a assembleia. O principal defeito dos leitores, costuma ser ler depressa. Se lermos depressa, as pessoas, com algum esforço, poderão conseguir entender-nos, mas aquilo que lemos não entrará no seu interior.

Antes de dizer “Palavra do Senhor”, fazer uma pausa após a última frase. Dizer só “Palavra do Senhor” e nada mais (p.e.: “Irmãos, esta é a Palavra do Senhor” ou outras expressões semelhantes). Trata-se de uma aclamação e não de uma explicação. Deixar o Leccionário aberto na página do Salmo Responsorial ou da 2ª Leitura, para que fique pronto para o leitor que se segue. Regressar ao lugar com calma e naturalidade, em passo normal e firme.

Através deste ministério, os leigos tornam-se arautos da Escritura, mediando o encontro da assembleia com os textos bíblicos e, por isso, devem ter uma formação sólida e viver de acordo com a fé para que a Palavra ressoe eficaz.

👉 Envie seu Pedido de Oração. Sua intenção será acolhida com carinho.

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Toni Lucena

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